segunda-feira, 23 de novembro de 2009

As instituições sabem ensinar os surdos?

Em nossa sociedade temos muitas dificuldades em aceitar o que foge dos padrões, o diferente pode ser considerado anormal. Vivemos num mundo de muitos preconceitos onde os idosos não são respeitados pelos jovens, onde os afro-descendentes lutam até hoje para serem respeitados e terem os mesmos direitos dos brancos.
Não seria diferente em relação a comunidade surda onde o planejamento das atividades muitas vezes são realizadas por ouvintes e portanto não consegue utilizar a melhor maneira de aprimorar o conhecimento, a linguagem dos sinais levou mais de cem anos para ser respeitada como uma forma adequada de aprendizado.
O filósofo existencialista Jean Paul Sartre diz: “o importante não é o que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós” Sartre chama atenção para a capacidade do ser humano se aprimorar, superando por exemplo, uma educação que não valoriza o respeito ao próximo e as “diferenças”.
As escolas devem combater o preconceito racial, e a toda e qualquer tipo de discriminação com os sujeitos surdos ou ouvintes. Não estamos na escola apenas para transmitir conhecimentos e sim sermos solidários, aprendermos a cooperar, a dividir nosso conhecimento, ampliar nossa bagagem cultural convivendo e respeitando as diferenças de todos os sujeitos.

domingo, 15 de novembro de 2009

Consciência Negra

A professora usará um telefone de lata para chamar a atenção dos alunos para a comunicação entre Luci personagem brasileira e Xhosa menino africano que mora na Namíbia . Após os alunos perceberem que escutamos o que o outro diz no telefone de lata, a professora contará a história e mostrará cartazes com as ilustrações do livro. A menina Luci atira um telefone de lata no telhado, um tempo depois começa a se comunicar com Xhosa um menino africano que conta a ela como vivem os africanos, seus hábitos,costumes, suas histórias... Luci passa então, a se interessar pelo continente africano e começa juntamente com seus pais(Ilda e Luiz) a pesquisar sobre a sagrada mãe África.

2) Produção textual: Os alunos produziram uma história coletiva para o menino Xhosa como é viver no Brasil, o que as crianças gostam de brincar, o que fazem nas horas de folga, como estudam nas escolas, o que aprendem, que animais temos aqui...

2.1) objetivos: Produzir um texto coletivo para comunicar-se com o menino africano;
Ler o texto para os colegas para que cada grupo compreenda o que contou e corrija coletivamente as ideias;

2.2) organização da turma:Em grupos de cinco alunos;

2.3) organização dos materiais:Folhas pautadas,lápis, borracha...
2.4) desenvolvimento:Cada grupo escreverá para o menino africano como é viver no Brasil e após apresentarão para os colegas seu texto para que os grupos entendam o que cada grupo escreveu;

3) Jogo: Jogo de provérbios folclóricos ( brasileiros e africanos)

3.1) objetivos:Compreender que as frases são cadeias linguísticas, compostas por sequencias de palavras, através das quais transmitimos nosso pensamentos

3.2) organização da turma: Em grupos cada grupo receberá um provérbio em um cartão;

3.3)desenvolvimento: O professor lê um provérbio africano”Quem brinca com cão levanta-se com pulgas”(provérbio da Ilha de São Tomé), separando oralmente cada palavra da frase. Após os alunos lerão seus provérbios contando o número de palavras que compõe cada cartão.

4) Sistematização:

4.1) objetivos: Identificar os adjetivos no grupo de palavras;
Conceituar adjetivos juntamente com os colegas e a professora;

4.2) organização da turma: Em grupos de cinco alunos;

4.3) organização dos materiais:Cada grupo receberá fichas com um grupo de palavras;

4.4) desenvolvimento: Cada grupo receberá uma ficha com um conjunto de palavras e deverá descobrir qual é a palavra intrometida:

mesa,velho,livro,cadeira
africano,ferro,sofá,porta maravilhoso



escova,caneta,porta,brasileira
óculos,africano,pente,escova


Perguntas realizadas pela professora:

a)O que as palavras intrometidas de cada grupo africano, brasileira, velho e maravilhoso têm em comum?

b) Estas palavras dão qualidade a que? A quem?

c) Como podemos construir juntos uma regra para estas palavras?

sábado, 7 de novembro de 2009

Centro de Interesse ou Pedagogia de Projetos?

O trabalho por projetos é desafiador porque possibilita os alunos a aprenderem a partir de suas hipóteses ou problemas esta questão é importantíssima permitindo ao educador partir dos conhecimentos ou dúvidas que os alunos trazem a cerca do conteúdo a serem estudados. Como a organização dos projetos de trabalho busca a concepção de globalização as matérias não ficam isoladas, acontecendo a relação entre conteúdos e áreas do conhecimento oportunizando ao aluno um maior interesse em aprender e uma significação maior tornando o estudante mais consciente de seu processo de aprendizagem.

Percebo diferenças entre a pedagogia de projetos na educação infantil e nos anos iniciais. A principal diferença é que na educação infantil o trabalho é mais voltado para o centro de interesse tentando favorecer o conhecimento dos alunos, porém induzindo seus interesses para um conteúdo que faça parte do currículo a ser estudado.
Nos anos iniciais os professores buscam a globalização do conhecimento e os docentes procuram organizar os conteúdos numa sequencia lógica de ideias.
Em minha escola tanto a educação infantil como os anos iniciais trabalham por centro de interesses porque o tema escolhido faz parte do currículo a ser trabalhado e os professores costumam apresentarem o material a serem estudados e decidem a sequência da matéria e a relação entre as diversas fontes de informação.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Cantando e aprendendo na Feira do Livro - POA


Meus alunos do Coral "Arco-Íris da Alegria" foram na Feira do Livro - Poa para cantarem e aprenderem com a autora Lenice Gomes. Antes de irmos à feira contei suas históras a eles, os alunos tiveram encontro com a autora no palco, passearam pela feira, compraram livros... Letramento é também deixar a sala de aula e proporcionar às crianças oportunidade de contato direto com o livro e seus autores. Feira do Livro é um show de cultura e aprendizado!

Feira do Livro - Poa


Fomos assistir hoje a autora Lecine Gomes, moradora da cidade de Olinda-PE, pesquisadora do folclore brasileiro, criadora de vinte e dois livros de literatura infantil. Suas obras privilegiam as adivinhações, as parlendas, as rodas cantadas. Enfim, toda a cultura oral passada de geração em geração... Nos dias de hoje com o computador, a internet, celular estão conquistando nossas crianças e adolescentes, mas não podemos esquecer a importância das histórias contadas, da brincadeira com a palavra e da linguagem oral que deve ser valorizada em todas as regiões do Brasil.